
Dirceu Bigeli ganhou muita grana, mas gastou muito também. Morreu aos 39 anos, no final de 1990, após colidir seu TL de frente com um caminhão enquanto voltava a Piracicaba, depois de mais um dia de empreitada.
Talvez você não conheça esse nome, mas sem dúvida já ouviu sua icônica gravação. É dele aquele slogan que ganhou o Brasil: “Pamonhas, pamonhas, pamonhas. Pamonhas de Piracicaba. É o puro creme do milho verde…”. Pra mim, um patrimônio cultural brasileiro (até mesmo Washington Olivetto cedeu ao genial jingle pamonheiro).
Tudo começou nos anos 1970, quando Dirceu se cansou de perder a voz rodando com seu carro pra cima e pra baixo, vendendo o quitute. Deu tão certo que logo expandiu os negócios: teve uma frota de carros da pamonha – Belina, Fiat 147, Passat, Zé do Caixão, Brasília, TL (lembre-se que estamos falando de anos 1970/1980) – e um time de vendedores.
O cara era foda, mesmo! “Meu irmão chegou a vender, em um dia, mil pamonhas. Vender como ele era difícil”, foi o que me comentou o irmão de Dirceu em 2018, numa entrevista que fiz. Na ocasião, pude fazer a foto de uma das centenas de fitas K7 usadas para vender as pamonhas de Piracicaba.
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