Frampton pelo telefone

Foto: Henrique Inglez de Souza

Hoje revisitei a entrevista que fiz com o Peter Frampton em 2013, para a Guitar Player. O papo foi sobre seu então novo ao vivo, FCA!35 (que celebrou o clássico-mor Frampton Comes Alive!, de 1976, acrescido de outros sons).

A entrevista foi divertida. Frampton estava bem-humorado. Quando perguntei sobre um tal timbre misterioso de George Harrison que ele “emprestou” para sua Wind of Change, ouvi:

“Sim, é isso aí! Nos anos 1970, eu costumava ir à casa dele passar o fim de semana. Certa vez, peguei um de seus violões e estranhei: ‘O que é isso?’ Ele disse: ‘É uma afinação nova. Você não vai manjar’. Eu falei ‘ok’, e então consegui aprendê-la [risos].”

O papo foi nessa toada. Mais adiante, perguntei qual música ele já estava de saco cheio de tocar, e: “Acho até que já falei disso na internet, mas não sei se tocarei Do You Feel Like We Do novamente [gargalha]. Passou da conta! Se bem que já estou mudando de ideia… Talvez volte a tocá-la.”

Minha entrevista não poderia terminar sem saber por que ele não incluiu Breaking All the Rules em FCA!35. Frampton sacou minha frustração (realmente, esse é um hit que amo de paixão).

“Ah, sim! Eu sei que essa é uma grande canção por aí. Foi mal, Brasil! [gargalha] Peço desculpas, claro! Não é que a faixa não fosse boa o suficiente. É que não coube mesmo…”.

Tá perdoado, Frampton!