Sonho de Herbert

Foto: Acervo pessoal/Henrique Inglez de Souza

Era comecinho do Carnaval de 2009 quando dividi uma mesa com o Herbert Vianna. Foi num hotel pertinho do Sambódromo do Anhembi (acho que ele era convidado de algum camarote). Tava uma tarde nublada em São Paulo, e eu teria 20 minutos para a entrevista.

Acabamos ficando mais, meia hora, para a ansiedade do brutamontes que colocaram como segurança dele. Bem, além de puto comigo, o cara ainda teve que fazer essa foto daí, com o total apoio e a gentileza do guitarrista dos Paralamas do Sucesso. Mas isso é um detalhe menor.

O Herbert foi bastante cordial e simpático. Curtiu responder o que lhe perguntei (entrevista para a Guitar Player Brasil). Isso foi ótimo, porque, mais de uma pergunta, respondeu longamente (alegria de jornalista). Muita coisa ficou de fora do que saiu na revista.

Uma das respostas me chamou a atenção. Tô sem a matéria à mão aqui, mas acho que não saiu a resposta inteira. Aqui vai:

“Dois exemplos simbólicos são as canções ‘Como Uma Onda’ e ‘Tempos Modernos’, que é uma que eu canto muito para mim atualmente, nessa batalha do desastre neurológico que sofri no acidente de aviação. Canto ‘eu vejo a vida melhor no futuro…’. Sonho que algum dia alguma canção minha tenha, para alguma pessoa no planeta, a força que o trabalho do Lulu simboliza neste momento em que estou em reconstrução e recondicionamento metal, com atividades pelo país – de viajar e tocar muito, de ficar horas e horas nos quartos de hotéis, onde sempre levo um violão e fico tocando as músicas do Lulu, do Renato Russo, muita coisa da Plebe Rude. Eu sonho que minha música tenha para alguém essa força num momento de recuperação.”

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