Entre gênios, com Lanny Gordin

Tá vendo esse cara aí da foto que tirei em 2012? É o Lanny Gordin, um gênio discreto de nossa música, da guitarra brasileira. Discreto, não pela abordagem, mas pela forma como aparece na história – apesar das obras-primas que gravou com medalhões da Tropicália e MPB.

Bem, ele é um gênio e uma prova do quão, de alguma maneira, gênios criam outros gênios. Em seu caso, Jimi Hendrix foi fundamental. Numa matéria que fiz sobre o ícone norte-americano, peguei depoimentos de algumas sumidades da guitarra nacional, entre elas o Lanny, que me disse:

“Nunca tinha conhecido nada igual na minha vida. Quando ouvi Hendrix, me deu a sensação de que ele era um gênio. O som era diferente, tinha um outro estilo, outra maneira de tocar. Isso me marcou muito. Então, fui comprando seus discos e admirando-o cada vez mais. Eu já tocava guitarra na época. Mudei minha performance porque procurei executar suas músicas. Adquiri um novo estilo, passando tocar mais alto nos shows. Ao vivo, ele usava dez amplificadores Marshall em série. Muito alto! Aprendi a fazer assim e a sentir mais a minha música. Entendi seu jeito, pique e punch. Mudou o meu caminho musical. Devo a ele a energia. Vou admirar o Jimi Hendrix a vida inteira… Eternamente!”