Painkiller: um clássico que sabe envelhecer

Esta obra-prima do Judas completa, hoje, 30 anos. Painkiller, pra mim, é o último grande álbum da banda. Pesadaço, foi uma bela duma ruptura com o som oitentista deles, até porque o baterista era outro – Scott Travis, que não tem a menor piedade com os tambores de seu kit.

Mesmo após décadas, as músicas continuam vívidas, atuais e instigantes. Duvido que um dia esse discão soe datado. E essa coisa de tempo tem uma relação curiosa com o material. Quem me contou foi o K.K. Downing, numa entrevista que fizemos para a Guitar Player…. há mais de dez anos! (olha o tempo aí, de novo).

Perguntei a ele se Nostradamos, o então lançamento mais recente do Judas, custaria a ser compreendido. Enquanto refletia sobre isso, Downing contou que Painkiller levou anos para ser reconhecido como um dos discos mais pesados deles.

“Lembro que na turnê pelos EUA, começamos incluindo cinco músicas novas, mas, ao final, tocávamos apenas duas. Na época, o público não respondeu bem ao Painkiller. Dizer isso deixa muitos surpresos, mas é verdade! É difícil acertar o momento certo de um lançamento. Normalmente é prematuro ou está à frente de seu tempo.”