Slash em 2007: entrevista surpreendente

Foto dos bastidores de entrevista com o guitarrista Slash. No lado esquerdo aparece Henrique Inglez de Souza, preparando o gravador, e no lado direito, Slash. O guitarrista está de boné e óculos escuros.
Arquivo pessoal/Henrique Inglez de Souza

Um registro da entrevista que fiz com o Slash, em 2007, para a Guitar Player. Ele veio ao Brasil com o Velvet Revolver, banda que tinha com Duff McKagan e Matt Sorum, do Guns N’ Roses dos anos 1990, e Scott Weiland, do Stone Temple Pilots. Vieram abrir para o Aerosmith.

O grupo atendeu à imprensa pouco após chegar a São Paulo. Assim que apareceram na área reservada do hotel, foram cruzando os jornalistas (estávamos espalhados por todos os cantos). Lembro que passaram por mim meio em fila indiana, cumprimentando-me com a cabeça. Me senti o Exterminador do Futuro no fim do clipe de You Could Be Mine, do Guns.

Um gringo que parecia ter saído de um filme de gangues de Los Angeles me comunicou enfaticamente que teria somente 5 min para conversar com Slash. Um tempo nada bom, se a ideia é produzir uma matéria consistente. Apesar do terrorismo, o guitarrista, que não estava naquele momento, mostrou-se um cara bacana e atencioso.

Mesmo cansado da viagem e do trânsito caótico de São Paulo, atendeu-se bem, e ainda mandou o mesmo gringo passear, quando ele apareceu na porta da sala para encerrar o encontro (exatamente 5 min depois do início!).

Fiz todas as perguntas que pretendia, tiramos umas fotos e o encontro terminou cerca de 25 min depois. Saí de lá com a missão cumprida.

Ao longo dos anos seguintes, tive a chance de entrevistar o Slash mais duas vezes, por telefone. Manteve a boa impressão, com uma prestatividade de tirar o chapéu. Acho que é aí que está o sentido de ser um herói da guitarra (ou de qualquer outro instrumento).

Ei, reparou no naipe do meu gravador? Ainda era de fita K7!

Uma resposta para “Slash em 2007: entrevista surpreendente”.

  1. […] E aí está o link para minhas boas lembranças em relação a este álbum do Slash! O cara tinha tudo para ser um imbecil nojento, mas é o extremo oposto. Tive a chance de entrevistá-lo três vezes. Sempre fui bem atendido… e surpreendido! […]

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