
Em 2010, consegui uns depoimentos do baixista Billy Cox (na foto, à direita) para uma pauta da Guitar Player. O assunto, lógico, focou em Hendrix, de quem era amigo e com quem tocou entre 1969 e 1970.
“Jimi Hendrix foi certamente um verdadeiro gênio”, mandou, sem dó! “Sua música, seus arranjos e suas palavras eram únicos e totalmente originais. Essa genialidade está atestada no quão atemporal sua música foi e é. Sua influência atinge gerações e variadas culturas. Penso que a genialidade dele é comparável à de Mozart, Brahms, Handle, Liszt. Sabia que um dia seria visto dessa forma, mas não esperava que isso acontecesse enquanto eu ainda estivesse vivo.”
Acho que todos que amam rock e guitarra morrerão com a curiosidade de saber como era tocar com o Hendrix, dividir o palco com alguém dessa intensidade. Cox resumiu em uma palavra, sem economizar depois: “Emocionante! Nos conectávamos à intuição musical um do outro, comigo fazendo um papel de apoio. A performance em The Star Spangled Banner, no [festival] Woodstock é um bom exemplo disso. Toco as primeiras cinco notas do jeito que intuitivamente sabia que ele iria querer, já que havia me ‘dito’ por transmissão de pensamento”.
Valeu, Cox!
