Marcelo Gross dá seu alô fora da Cachorro Grande

Fábio Alt

Marcelo Gross divulgou nesta sexta-feira (15) o clipe de ‘Alô, Liguei’. A faixa saiu de seu mais recente disco solo, o duplo de estúdio ‘Chumbo e Pluma’. O trabalho é composto por um disco de rock elétrico, com riffs incisivos e energia a mil (a porção ‘Chumbo’), e outro, de baladas com o verniz folk (‘Pluma’).

Com direção, roteiro e produção de Luís Sconza, o vídeo é o primeiro lançamento do guitarrista desde seu desligamento da Cachorro Grande, em maio. A vida longe do grupo que ajudou a fundar está “tranquila”, segundo ele, na entrevista a seguir.

Após o papo abaixo, assista ao clipe de ‘Alô, Liguei’.

Um álbum duplo, com características bem marcantes. Foi difícil escolher a música para o clipe?

Não muito. Escolhi ‘Alô, Liguei’ por ser a música que as pessoas mais se identificam nos shows. Ela fala daquele momento que todo mundo passa, de ficar sem jeito e não saber direito o que dizer após o primeiro encontro. Logo pretendo gravar outros vídeos, também.

Para esse momento, de saída recente da Cachorro Grande, pinçar um rockão elétrico ajuda a dar um gás, não?

É o que tem rolado em meus shows: tenho dado prioridade ao lado ‘Chumbo’ e aos rocks de meu primeiro disco [‘Use o Assento Para Flutuar’], além de tocar algumas canções que escrevi para a Cachorro Grande, como ‘Dia Perfeito’ e ‘Lunático’.

Têm sido shows de power trio com o rock pegando fogo, e tem sido bem legal excursionar com a nova banda, que conta com Alexandre Papel na bateria e Eduardo Barreto, no baixo.

Fale da produção do clipe.

Quem dirigiu foi o Luís Sconza, que me procurou, dizendo ter uma ideia de clipe para essa música. Seria contar uma história por meio de objetos que remetem a uma época em que eles tinham um significado que interagia com os relacionamentos.

Além disso, botamos a performance do “artista” interpretando a canção, para dar aquele clima beatle que a música tem por natureza. Foi um dia de filmagem dos objetos e outro de filmagem da performance.

Há pouco mais de um mês fora da Cachorro Grande, qual é o sentimento?

Está tranquilo. Tenho feito vários shows e focado em trabalhar o ‘Chumbo e Pluma’, que acabou de ganhar a versão física, em vinil e CD duplos. Parece que a repercussão de minha saída despertou o público para meu trabalho solo. Tenho tido uma boa recepção das canções de meus álbuns solo nas apresentações.

Achei curiosa e sensacional a hashtag que vem usando, #cachorrosoltosemcoleira. É uma provocação ao pessoal da Cachorro Grande?

Não é uma provocação, mas uma maneira bem-humorada de lidar com a situação. Apenas uma brincadeira.

Você se sentia encoleirado na banda?

Não! Artisticamente, sempre fiz e contribui com o que achava adequado, e escrevi muito material que a banda deve seguir tocando. Também gravei dois discos solo quando quis, enquanto estava com eles, e isso nunca foi um grande problema.

A única coisa que me restringia era fechar shows solo com antecedência, pois sempre dei prioridade para a agenda da Cachorro Grande e encaixava meus compromissos solo nos intervalos dos da banda. Por esse lado, sim, o cachorro fugiu da carrocinha [risos]!